14 de outubro de 2025 #Chile , um país de mulheres #Colunas #Colunas e entrevistas

Columna | De Japón a la Patagonia: lo que me traje de Expo Osaka 2025

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Por Claudia Maturana, doutorada em Ecologia e Evolução Biológica

Quando me despedi da minha família em Punta Arenas, a frase ressoou na minha cabeça: "...aproveitar ao máximo esta experiência". Foi com essa voz que viajei para o Japão, sabendo que a Expo Osaka 2025 seria uma experiência irrepetível.

Participar na semana temática "Chile, País de Mulheres" não foi apenas para representar o meu país: foi também para me olhar no espelho de outras mulheres, em culturas e paisagens que me eram desconhecidas, e reconhecer-me no que é comum e no que é diferente. Passear por Osaka, perder-me na sua diversidade de recantos e partilhar com as mulheres japonesas e os seus costumes, mostrou-me que, apesar das diferenças culturais entre os dois países, em termos de empatia e solidariedade de género, é possível encontrar pontos em comum.

"Chile, País de Mulheres" não é apenas uma marca: é um convite ao reconhecimento e ao reforço da liderança das mulheres em todas as dimensões da vida nacional.

No meio desse turbilhão de inovação, sustentabilidade e futuro que é a Expo, entendi que a nossa presença no pavilhão do Chile tinha um significado profundo. Ali, num espaço íntimo e acolhedor, cheio de símbolos e mulheres de diferentes saberes, tecemos uma história colectiva. Da criatividade única das mulheres mapuches à inovação biotecnológica da spirulina no deserto, cada uma de nós contribuiu com um fio para um tear que falava de como o Chile pensa e se projecta para o mundo com um rosto de mulher.

Do meu lado como investigadora antárctica, trazer a voz das mulheres que trabalham todos os dias para o conhecimento, formação e conservação dos diferentes ecossistemas significou reafirmar que o Chile é um país que inspira a partir das suas paisagens e das suas gentes. Mostrar a minha experiência como cientista nos cantos mais remotos do mundo, onde a ciência se entrelaça com a resiliência, permitiu-me conectar profundamente com o meu papel no posicionamento do Chile como um ator comprometido com o futuro do planeta.

De volta à calma da Patagónia, tenho a certeza de que tirei o máximo partido desta viagem. O que trouxe de Osaka não foram apenas lembranças e postais de outra cultura, mas a convicção de que "Chile, País de Mulheres" não é apenas uma marca: é um convite para reconhecer e fortalecer a liderança feminina em todas as dimensões da vida nacional. E que quando essas vozes são de mulheres, o país que mostramos ao mundo tem um impacto diferente, luminoso e profundamente humano.

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