27 de março de 2026 #Global Chile #Marca Chile

Estudo «Orgulho Chileno 2026»: 71% dos chilenos sentem orgulho pelo país e 78% pela sua identidade

O inquérito da Marca Chile revela níveis recorde na perceção dos cidadãos, impulsionados por atributos naturais e produtivos, bem como por novas áreas como a ciência e a energia.

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O Estudo Orgullo Chileno 2026 confirma uma tendência de crescimento sustentado na perceção dos chilenos, atingindo os seus níveis mais elevados desde o início da medição em 2019.

Atualmente, 71% dos chilenos afirmam sentir orgulho pelo país, enquanto 78% manifestam uma forte identificação com a sua identidade nacional, ambos os valores atingindo os seus máximos históricos.

O inquérito elaborado pelo Marca Chile em colaboração com a Ipsos analisou 3 200 respostas a nível nacional e 14 entrevistas aprofundadas realizadas em janeiro deste ano, combinando análises quantitativas e qualitativas, com o objetivo de compreender tanto a evolução como as razões subjacentes a estas perceções.

A medição distingue duas dimensões: a avaliação do país — associada a fatores como a economia, a segurança e o contexto político — e a identificação com o que é chileno, uma dimensão mais estável ligada a valores, experiências e códigos partilhados. Nesta edição, a avaliação do país aumentou 8 pontos em relação ao ano anterior.

«O estudo mostra que o orgulho pelo Chile se transformou num ativo estratégico. Não só atinge níveis históricos, como também demonstra uma capacidade muito relevante: a de se manter e até mesmo fortalecer-se em diferentes cenários. Isso revela uma identidade nacional madura, que já não depende apenas dos seus atributos, mas também da forma como as pessoas valorizam o que o Chile é e pode projetar», afirma Enzo Abbagliati, diretor executivo (s) da Marca Chile.

As paisagens do Chile, os produtos e a ciência lideram a classificação

A geografia e a riqueza natural do Chile continuam a ser os aspetos mais bem avaliados. 90% dos inquiridos apreciam as paisagens do país e 87% destacam os seus céus, ideais para a astronomia.

No âmbito produtivo, o vinho chileno e a fruta atingem 87%, seguidos pelo cobre (86%) e pelos peixes e mariscos (80%), consolidando-se como elementos amplamente reconhecidos. Além disso, registou-se também um aumento na valorização de áreas ligadas ao conhecimento e à sustentabilidade. A astronomia e a investigação espacial atingem 81%, enquanto o desenvolvimento de energias renováveis sobe para 79%.

Embora os resultados sejam positivos, o estudo identifica também opiniões mais críticas em áreas como a equidade, o desempenho social e o custo de vida. 47% consideram que o Chile promove a igualdade entre os seus cidadãos, enquanto 44,3% acreditam que existe um compromisso efetivo com a redução da pobreza.

«O mais relevante é que nos deparamos com um paradoxo consistente: o orgulho aumenta à medida que as perceções sobre o contexto se tornam mais críticas. Os nossos dados mostram que não se trata de dimensões opostas, mas sim complementares. O orgulho de ser chileno, mais identitário e estável, funciona como âncora face à incerteza, enquanto o orgulho pelo país reflete avaliações mais conjunturais. Essa distinção permite compreender por que razão ambos os indicadores atingem máximos históricos», explica Felipe Monardes, diretor de estudos da Marca Chile.