Do Chile para o mundo, começa neste domingo o #StgoaMil, um dos mais importantes festivais de artes da América Latina, que nesta edição e em sintonia com os tempos em que vivemos, traz uma nova e inovadora modalidade híbrida com palcos virtuais e presenciais.
Mais de 150 espectáculos nacionais e internacionais de 19 países vão fazer parte da 28.ª versão do conhecido Festival Santiago a Mil, que começa hoje no Chile sob o lema #VolverAEncontrarnos e decorre de 3 a 24 de janeiro.
A cultura é essencial para todos, mas em tempos de pandemia, as artes e os diferentes campos tiveram de se reinventar e este encontro não será exceção, pois terá um formato inovador presencial-virtual que levará o talento de centenas de criadores a todo o mundo graças à tecnologia. Os palcos serão tão variados como as actuações, que terão lugar em teatros, ruas e espaços não convencionais, para além da importante programação online, com o objetivo de nos divertirmos, mas cuidando de nós próprios.

Este ano, o foco será principalmente o trabalho das Mulheres Criadoras Latino-Americanas, bem como o de grandes referências da cena contemporânea mundial, como Marina Abramovic, Laurie Anderson, Rufus Wainwright, Joel Pommerat, Robert Lepage e Romeo Castellucci, entre outros. O Chile apresentará o talento de diferentes artistas de renome mundial, como os novos 31 Minutos, Delight Lab, Iván Navarro, LasTesis, entre outros.
Teatro, dança, música, ópera, circo e muito mais vão juntar-se neste festival com 27 anos de tradição teatral, que desde o seu início se centrou no poder das artes, do teatro e das pessoas para transformar a sociedade; para criar um futuro com mais espectadores interessados nas expressões artísticas.

"Mais do que um festival, o Santiago a Mil já faz parte da vida das pessoas. Foi um verdadeiro desafio para nós continuar com a ideia de o fazer e não desistir, e estamos convencidos de que estamos a ir na direção certa e que o público valorizará este evento como um reencontro com as artes cénicas, os artistas, os nossos espaços e a cidade. Queremos reencontrar-nos sem medo, cuidar uns dos outros e deixar-nos levar novamente pela magia do teatro e pelas diversas linguagens artísticas que aqui convergem", afirma Carmen Romero, diretora-geral da Fundación Teatro a Mil.
"Os artistas resistiram e nós também. Hoje, mais do que nunca, a cultura é essencial e fundamental para a construção da identidade, da comunidade e da memória histórica", acrescenta.

Outra novidade deste festival é o facto de, pela primeira vez, chegar às 15 regiões do Chile, graças ao programa "Territorios Creativos", uma iniciativa que valoriza a criação local através de um espetáculo em cada região do país.
Consultar o programa em: santiagoamil.cl