29 de dezembro de 2021 #Imagem do Chile

Os principais marcos que marcaram 2021 no Chile

Definições de acessibilidade

Em meio à pandemia global que continua a impactar o mundo, o Chile recebeu reconhecimento mundial por inovar e estar na vanguarda nas áreas de sustentabilidade, ciência e cultura, buscando soluções para melhorar a qualidade de vida das pessoas em todo o mundo. Revisamos os principais marcos que demonstraram como o Chile contribuiu para continuar a criar o futuro no ano de 2021. Vamos continuar!

Vacinação em ritmo acelerado: o mês de dezembro marcou o aniversário de um ano da chegada das primeiras vacinas ao Chile e o lançamento da campanha de vacinação do país, que o colocou entre os primeiros do mundo. Um ano depois, e graças à colaboração de todos no Chile, 16,5 milhões de pessoas foram totalmente vacinadas no país. O Chile foi destacado como o país que teve o melhor desempenho no controlo do vírus e detém o recorde de vacinação mais rápida e o maior número de vacinas de reforço administradas durante determinados períodos do ano. A Bloomberg classificou-o também como o melhor país para enfrentar variantes como a Omicron. Para além disso, a Sinovac anunciou este ano que vai instalar uma fábrica no Chile que produzirá vacinas para toda a América Latina.

Processos eleitorais: Para além das eleições presidenciais, o ano de 2021 foi marcado por vários processos eleitorais, incluindo os processos de seleção de representantes parlamentares e municipais e de delegados à Convenção Constitucional. Além disso, o Chile realizou pela primeira vez eleições para governadores regionais. A Convenção Constitucional, encarregada de propor uma nova Constituição para o Chile, foi instalada em julho. A sua presidente, Elisa London, foi nomeada uma das 100 pessoas mais influentes do ano pela revista Time e uma das 25 mulheres mais influentes do ano pelo Financial Times.

O ano das energias renováveis: Em 2021, pelo quarto ano consecutivo, o Chile ficou entre os principais locais do mundo para atrair investimentos em energia limpa, de acordo com o Climatescope 2021 da Bloomberg. O país também sediou a cimeira global CEM12/MI6, a reunião mais importante deste ano sobre energia limpa e inovação.

Mas não é tudo. Vários projectos foram anunciados ou inaugurados este ano. Cerro Dominador, a primeira central solar térmica da América Latina, foi inaugurada em junho na região de Antofagasta e, em setembro, o Chile anunciou que a mesma região será a sede do Horizonte, o maior parque eólico da América Latina. Este ano também se iniciou a construção da maior central de hidrogénio verde da América Latina, Haru Oni, na região de Magallanes. Em dezembro, foram anunciadas as seis empresas ou consórcios que obtiveram financiamento da Estratégia Nacional para o Hidrogénio Verde, com projectos que atrairão investimentos no valor de mil milhões de dólares.

Pioneiro na luta contra as alterações climáticas: Em 2021, o Chile entregou a presidência da COP ao Reino Unido na reunião realizada em Glasgow. No contexto da COP26, o governo chileno apresentou oficialmente a Estratégia Climática de Longo Prazo (ECLP) do país à Secretária Executiva das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, Patricia Espinosa. O documento estabelece os objectivos sectoriais específicos que permitirão ao Chile alcançar a neutralidade carbónica e a resiliência climática até 2050. A ciência sugere que tais acções são necessárias para enfrentar os impactos das alterações climáticas.

Chinchorro, novo Património Mundial da UNESCO: Este foi também um ano importante para a cultura e o património chilenos. Em julho, a UNESCO declarou os assentamentos e a mumificação artificial de Chinchorro (localizados na região de Arica e Parinacota) como Património da Humanidade, tornando-se assim o sétimo sítio chileno a ser incluído na lista da entidade. O sítio abriga as mais antigas evidências arqueológicas conhecidas de mumificação artificial de corpos.

Duas startups chilenas alcançam o estatuto de unicórnio: A Cornershop e a NotCo tornaram-se as primeiras empresas chilenas a alcançar o estatuto de unicórnio, tornando-se startups avaliadas em mil milhões de dólares. O desenvolvimento ocorre num ambiente que tem sido aplaudido em todo o mundo. Este ano, ficámos a saber que o Chile ocupa o segundo lugar no mundo em termos de atividade empresarial em fase inicial, de acordo com a classificação do IMD para 2021. Também foi nomeado o país latino-americano mais seguro para investir pela The Economist Intelligence Unit, como o país com maior potencial para atrair investidores estrangeiros de acordo com o Milken Institute, e o líder da região em inovação.

Destino líder mundial de turismo de aventura: O Chile foi nomeado o destino líder mundial de turismo de aventura pelo sexto ano consecutivo, no âmbito do concurso anual World Travel Awards. Foi também escolhido como o principal destino de turismo de aventura na América do Sul pelo sétimo ano consecutivo, e o Deserto de Atacama foi nomeado o principal destino romântico pela quarta vez.

Os 50 anos do Prémio Nobel de Neruda: O ano de 2021 trouxe também aniversários importantes que mostram como o Chile inspirou o mundo. Passaram 50 anos desde que Pablo Neruda recebeu o Prémio Nobel, 100 anos desde que Gabriela Mistral lançou a sua carreira internacional e 10 anos desde que Nicanor Parra ganhou o Prémio Cervantes. O Chile também se destacou nos Óscares com o filme O Agente Toupeira, de Maite Alberdi, enquanto a revista Variety elegeu Spencer, de Pablo Larraín, como o melhor filme do ano.

Um novo dinossauro chileno: Um dos anúncios científicos mais importantes do ano veio da região de Magallanes, depois de ter sido noticiado que tinha sido encontrado um fóssil enigmático e incrivelmente bem preservado que revelava a existência de uma linhagem de dinossauros até então desconhecida. A descoberta do Stegourus elengassen, uma espécie que data de 74 milhões de anos, foi capa da revista Nature e tem sido descrita como a Pedra de Roseta dos Anquilossauros do hemisfério sul.

O eclipse antártico chileno: No dia 4 de dezembro, teve lugar um eclipse solar total na Antárctida, um fenómeno astronómico único que só voltará a ocorrer em 2039. Foi a primeira vez desde 2003 que se verificou um eclipse solar total nesta região e foi estudado por uma equipa de cientistas liderada pelo astrónomo chileno Patricio Rojo, Diretor do Departamento de Astronomia da Universidade do Chile. O grupo transportou equipamento astronómico para o glaciar Union, na Antárctida, para gerar um registo de alta qualidade do fenómeno, que durou duas horas.