As exportações chilenas de bens totalizaram US$ 10,680 milhões em janeiro, iniciando 2026 com o maior valor da história para o primeiro mês do ano, com recordes tanto para os envios não tradicionais quanto para os tradicionais.
Durante janeiro de 2026, o comércio exterior do Chile totalizou US$ 18,041 bilhões, registrando um aumento de 3,1% em relação ao mesmo mês de 2025 (+US$ 550 milhões), acumulando assim um histórico de 17 meses de aumentos sucessivos. Desta forma, o país iniciou 2026 com um valor recorde, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos US$ 18 mil milhões apenas no primeiro mês do ano.
Isso foi revelado pela última versão do Relatório Mensal do Comércio Exterior do Chile, elaborado pela Subsecretaria de Relações Económicas Internacionais, com dados do Banco Central e do Serviço Nacional de Alfândegas.
No que diz respeito às exportações de bens, estas totalizaram US$ 10,680 milhões, iniciando o ano com um crescimento de 8,5% (+US$ 840 milhões), registrando o maior valor da história para o primeiro mês de um ano, com valores recordes tanto para as exportações não tradicionais como para as tradicionais.

Análise por setores
Em termos de categorias, o desempenho das exportações do país no primeiro mês do ano foi o seguinte:
As exportações da indústria mineira aumentaram para US$ 5,558 bilhões, o que refletiu um aumento de 12,1% em comparação com o mesmo período de 2025 (+US$ 601 milhões), alcançando seu próprio recorde de vendas ao exterior.
De acordo com o relatório, o dinamismo exibido pelo maior setor exportador do país foi sustentado pelo cobre, que somou retornos de US$ 4,546 bilhões, o que significou um avanço anual de 7,9% (+US$ 332 milhões), com aumentos nas vendas ao exterior tanto de cátodos quanto de concentrados.
Os outros produtos que contribuíram fortemente para o aumento das exportações mineiras em janeiro foram ouro, carbonato de lítio, ferro, concentrado de molibdénio e prata. Todos apresentaram aumentos superiores a US$ 35 milhões. Diante do desempenho positivo de quase todos os componentes do setor, a mineração justificou sozinha 52% dos embarques do Chile no primeiro mês do ano.
Entretanto, o setor frutícola começou o ano com exportações no valor de US$ 1,771 bilhão, o que representou 17% das vendas externas do país. As remessas de janeiro foram lideradas pelas cerejas frescas (US$ 1,231 bilhão), seguidas à distância pelos mirtilos frescos (US$ 228 milhões), nectarinas frescas (US$ 66 milhões), entre outros.
As vendas externas da indústria alimentícia totalizaram US$ 1,318 bilhão no mês de janeiro, registrando um aumento de 13% (+US$ 152 milhões), alcançando assim o seu melhor resultado para o início do ano.
Este crescimento foi sustentado pelas exportações de salmónidos, cavala congelada, puré de tomate, bacalhau congelado e morangos congelados, entre outros produtos.
Por sua vez, os alimentos orgânicos totalizaram remessas no valor de US$ 72 milhões, apresentando um aumento de 15,9%, sustentado pelo aumento das vendas externas de mirtilos frescos e frutas congeladas (morangos, framboesas e cerejas).
O estudo acrescentou que as exportações de vinhos engarrafados totalizaram US$ 108 milhões, registrando uma queda de 9,4% em relação a janeiro de 2025 (-US$ 11 milhões), devido a uma diminuição nos embarques de blends de tintos. Isso foi compensado em grande parte pelo aumento nas exportações das variedades Cabernet Sauvignon, Merlot, Riesling e outras.
Por sua vez, a indústria florestal totalizou embarques no valor de US$ 490 milhões, registrando uma queda de 15% em relação ao primeiro mês de 2025 (-US$ 86 milhões), devido à redução nos embarques de celulose, madeira perfilada e cartolina.
No entanto, o setor registou um aumento nas exportações de madeira serrada de pinheiro, contraplacados, papel para canais, pellets de madeira, papel autoadesivo em rolos, construções pré-fabricadas, rolhas de cortiça aglomerada, cabos de ferramentas, escritórios pré-fabricados e portas.
A indústria química começou o ano com remessas no valor de US$ 862 milhões, registrando um aumento de 47% em relação a janeiro de 2025 (+US$ 276 milhões), impulsionado pelos maiores retornos do iodo e pela forte recuperação das remessas de sulfato de lítio e hidróxido de lítio. Também em alta, destacam-se o nitrato de potássio e os fertilizantes.
O relatório indicou que as máquinas e equipamentos começaram o ano exportador com retornos de US$ 144 milhões, registrando um aumento de 29,9% (+US$ 33 milhões), devido ao aumento das remessas de máquinas para o processamento de minerais, peças e componentes para máquinas de sondagem e perfuração, máquinas de lavar, fogões e vitrines refrigeradas, entre outros produtos manufaturados.
Exportações de bens tradicionais e não tradicionais
Em janeiro, as exportações de bens tradicionais representaram 47,4% do total exportado. Por outro lado, as remessas não tradicionais foram equivalentes a 52,6%.

Entretanto, o primeiro mês do ano encerra com exportações não tradicionais que atingiram US$ 5,622 milhões, registrando um aumento de 9,8% (+US$ 503 milhões) em relação a janeiro de 2025, apresentando o melhor início de ano desde que há registros. Mais detalhadamente, o aumento nas remessas não tradicionais foi liderado por avelãs, caranguejos congelados, mirtilos frescos, filés congelados de salmão, ameixas frescas, nectarinas frescas, fertilizantes, nitrato de amónio, fio de cobre e peças para unidades de perfuração ou sondagem, entre outros.
No que diz respeito às exportações de serviços, estas aumentaram para US$ 412 milhões, com um aumento de 37,4% em relação ao primeiro mês de 2025 (+US$ 112 milhões). Entre os serviços mais relevantes do período destacaram-se os de manutenção e reparação de aeronaves e aparelhos aéreos, que atingiram US$ 141 milhões, seguidos pelos serviços de consultoria em gestão administrativa de empresas (US$ 42 milhões), serviços financeiros associados a peritos (US$ 16 milhões), consultoria em tecnologias da informação (US$ 15 milhões) e suporte logístico (US$ 14 milhões).
Leia a nota original no site da Subsecretaria de Relações Económicas Internacionais.