Abril 23, 2026 #Chile Global #Exportaciones

Chile e Índia: 5 marcos que explicam o fortalecimento das suas relações comerciais

Apesar dos mais de 16 mil quilómetros que os separam, a ligação entre os dois países assenta numa relação diplomática que remonta à independência da nação asiática, bem como num intercâmbio em que minerais, frutas e outros produtos alimentares chilenos fazem hoje parte da despensa do país mais populoso do mundo.

Definições de acessibilidade

A seguir, cinco marcos que permitem compreender a sua evolução:

Chile, pioneiro na América Latina


Em 2006, o Chile tornou-se o primeiro país da América Latina a assinar um Acordo de Alcance Parcial (AAP) com a Índia, que entrou em vigor em outubro de 2007. Este instrumento permitiu reduzir os direitos aduaneiros sobre centenas de produtos, abrindo o mercado indiano às exportações chilenas e posicionando o país como um parceiro estratégico na região.

Um comércio bilateral em expansão constante


O comércio bilateral tem seguido uma trajetória ascendente. Entre 2020 e 2025, registou um crescimento médio anual de 29,8%, enquanto as exportações chilenas para a Índia passaram de 763 milhões de dólares para mais de 4 mil milhões no mesmo período, refletindo um dinamismo crescente.

Uma oferta de exportação cada vez mais diversificada


Embora o cobre e outros minerais continuem a ser importantes, o Chile ampliou a sua presença no mercado indiano com produtos agroindustriais, como frutas, carne de porco e peru, além de produtos do mar. Destaca-se o caso das nozes chilenas, cujo principal destino é a Índia, aproveitando a contra-estação para responder à procura local. 

Paralelamente, a Índia exporta para o Chile medicamentos, produtos químicos, têxteis e serviços de engenharia, o que contribui para um comércio mais equilibrado.

Cooperação em áreas estratégicas


Para além do comércio, ambos os países reforçaram a colaboração em áreas como a ciência e a tecnologia, a defesa, a mineração, a agricultura e a energia. Neste último domínio, destaca-se a participação em iniciativas como a Aliança Solar Internacional, reflexo de um interesse comum em promover as energias limpas.

Melhores condições para o investimento


A entrada em vigor, a 1 de janeiro de 2023, do acordo para evitar a dupla tributação constituiu um passo importante. Este acordo reduziu a carga fiscal sobre o envio de dividendos, juros e royalties e promove o intercâmbio de informações fiscais, favorecendo um ambiente mais transparente e atrativo para o investimento.

Com uma base sólida e múltiplas áreas de colaboração, a relação bilateral continua a evoluir, consolidando-se como uma aliança com elevado potencial no cenário internacional.