Uma parceria público-privada visa consolidar a principal avenida de Santiago como um eixo contínuo de cultura, património e vida urbana.
Mais de 50 instituições culturais, académicas, públicas e privadas lançaram a Rede Alameda Cultural, uma iniciativa que reúne, pela primeira vez, diversos intervenientes em torno da principal artéria de Santiago: a Avenida Libertador Bernardo O’Higgins, historicamente conhecida como a Alameda. Um esforço conjunto para valorizar este eixo urbano como um espaço de encontro cidadão onde convergem as artes, o conhecimento e o património.
O projeto, apresentado oficialmente na Grande Sala Sinfónica Nacional da Universidade do Chile, visa consolidar um circuito integrado que facilite o acesso à programação cultural e valorize a riqueza territorial deste eixo emblemático, que, ao longo dos seus quase 7 quilómetros, concentra mais de 150 espaços culturais, constituindo um dos pólos mais densos da América Latina.
«A Rede Alameda Cultural nasce da convicção de que a educação, a cultura e o património são bens públicos que adquirem o seu maior sentido quando partilhados. Esta rede permitir-nos-á promover a Alameda como um grande corredor cultural, educativo e patrimonial aberto a todas as pessoas», afirmou Pilar Barba, vice-reitora de Extensão e Comunicação da Universidade do Chile.

Como primeira medida, a rede dispõe de uma plataforma digital que reúne a programação dos seus espaços e permite planear percursos ao longo do eixo, promovendo uma experiência cultural integrada para públicos diversos.
Numa segunda fase, o trabalho centrar-se-á na criação de uma identidade comum através de sinalética integrada e de um modelo de governação colaborativa, com o objetivo de consolidar este eixo como uma referência cultural urbana a nível internacional.
«A cultura não é um bem de consumo, é um direito dos cidadãos, e as cidades que a promovem são cidades melhores. Esta Rede pretende reunir numa única plataforma toda a oferta cultural disponível, para que as pessoas possam viver e desfrutar da cultura em Santiago», afirmou o Governador da Região Metropolitana, Claudio Orrego.

A iniciativa, na qual também participa a Marca Chile, assemelha-se a experiências internacionais em que a cultura molda a vida urbana, como a Milla de los Museos em Nova Iorque, a Ilha dos Museus em Berlim ou o Distrito das Artes em Buenos Aires, reforçando o posicionamento de Santiago nos circuitos culturais globais.
Além disso, no que diz respeito à promoção, esta nova rede alinha-se coma «Chile Territorio Cultural», uma plataforma lançada em julho de 2025 que permite que pessoas e turistas se informem e tenham acesso à oferta cultural disponível de norte a sul, ligando espaços, territórios e públicos numa experiência integrada.
Assim, tanto a nível urbano como nacional, reforçam-se as redes de colaboração que posicionam a cultura como um eixo fundamental da identidade e da projeção do país.
Para conhecer em pormenor as atividades e as organizações envolvidas na Rede Alameda Cultural, visite o seu site oficial.
