Na Semana Mundial da Imunização, a especialista em doenças infecciosas e diretora médica do estudo Sinovac no Chile, Katia Abarca, sublinha que a vacina contra a covid-19 é segura, eficaz e essencial para ajudar a controlar a pandemia.
Atualmente, quase 8 milhões de pessoas receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19, atingindo uma cobertura de 49,3% da população-alvo, enquanto quase 6 milhões de pessoas já receberam as duas doses, o que faz do Chile um dos países que está a progredir mais rapidamente no processo de inoculação contra o coronavírus.
De acordo com Katia Abarca, infectologista e diretora médica do estudo Sinovac, no Chile, a diminuição das hospitalizações devido à covid-19 em doentes com mais de 70 anos é um indicador dos efeitos da vacinação. "Se estamos a falar de ciência dura, não sabemos, mas é um indicador. Para mim, é um indicador de que a vacina está a protegê-los daquilo que esperamos que os proteja, que é a doença grave e a hospitalização. À medida que vão ficando mais novos, vão perdendo essa redução, que coincide com o momento da vacinação, pelo que se pode assumir que se trata de um efeito da vacinação", afirma.
Na Semana Mundial da Imunização, o médico e professor da Universidade Católica apela à população para que se dirija aos centros de vacinação, de acordo com o calendário elaborado pelo Ministério da Saúde, e sublinha que a vacina é segura, eficaz e gratuita.
"Somos um país privilegiado, temos a possibilidade de nos vacinarmos. Há países muito avançados que não têm essa capacidade e vários outros que estão muito mais atrasados. Temos este grande benefício gratuito e a verdade é que, mesmo que a eficácia não seja de 100%, vai certamente ajudar e é muito melhor do que não nos vacinarmos e ficarmos expostos a uma doença grave e acabarmos por morrer", afirma, salientando que a vacina não só ajuda as pessoas individualmente, como também contribui para o controlo da pandemia a nível nacional.
O especialista é cauteloso quanto às projecções de imunização do efetivo, uma vez que este vírus tem mostrado dinamismo com as suas novas variantes. Por isso, o apelo é para que se vacinem e continuem com as medidas de auto-cuidado, como o uso de máscaras e álcool gel, a lavagem frequente das mãos, a manutenção da distância entre as pessoas e a ventilação dos espaços, bem como o respeito pelas restrições sanitárias em vigor.
"É muito importante manter os autocuidados, porque como já foi dito, a vacina Sinovac não previne todas as infeções, previne mais ou menos metade das infeções, portanto podemos ser infetados, mas normalmente essa infeção será ligeira, poderemos ficar em casa, pode até ser assintomática. Mas podemos transmiti-la a outras pessoas, pelo que as medidas de autocuidado devem permanecer exatamente as mesmas", afirma.
Além disso, paralelamente, a campanha de imunização contra a gripe já começou. O médico reconhece o grande esforço dos vacinadores, dos centros de saúde primários e dos municípios para a realização da dupla vacinação, e apela à vacinação, tendo em conta que a dose da gripe deve ser injectada pelo menos 14 dias após a dose do coronavírus.