Existem muitas doenças que são designadas como tipos de cancro, mas a elevada taxa de mortalidade desta doença tem um denominador comum: a metástase. Trata-se da propagação de células tumorais de um tecido para outro, um fenómeno complexo que ainda não é totalmente compreendido.
Neste contexto, o professor da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Chile, juntamente com um grupo de investigadores do Centro Avançado para as Doenças Crónicas (ACCDIS), conseguiu identificar uma das moléculas envolvidas na metástase das células tumorais: "Rab 5".
"Esta proteína está presente nas células normais e nas células tumorais, mas nestas últimas não é controlada. Perguntámo-nos porquê e o que descobrimos é que, nos tumores que estão sob condições de stress severo devido à falta de nutrientes e de oxigénio, ela provoca o seu crescimento. Esta condição de stress faz com que esta proteína fique fora de controlo e a célula tumoral torna-se mais agressiva e mais metastática", explicou o Professor Torres.
O trabalho dos investigadores levou-os a concluir que, ao eliminar esta molécula das células tumorais através de técnicas de biologia molecular, "verificámos que a célula deixa de se deslocar, de migrar e de invadir, e que as metástases diminuem".
Esta descoberta abre uma nova janela na luta contra o cancro e na criação de tratamentos médicos baseados em medicamentos "que vão atacar esta proteína, gerando um benefício para o doente, prolongando a sobrevivência e reduzindo a incidência de metástases".
Estes avanços foram recentemente publicados na prestigiada revista Oncotarget.
Fonte: Bío-Bío Chile.