8 de junho de 2020 #Chile diverso #Cultura

Conheça a história do marinheiro russo que ficou em quarentena em Puerto Williams, a cidade mais a sul do mundo conhecida pela sua hospitalidade

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Nessa altura, em meados de março, já era demasiado tarde para continuar a sua viagem à Antárctida, pelo que decidiu deixar o iate em Puerto Williams para passar o inverno e regressar a São Petersburgo. No entanto, foi nesse preciso momento que o Chile declarou uma quarentena e fechou as suas fronteiras.

"Quando viajo, geralmente fico uma semana em cada lugar, mas agora estou em Puerto Williams há mais de dois meses. Tive a oportunidade de explorar a ilha Navarino, apreciar a natureza e falar com as pessoas. Puerto Williams é muito descontraído, pacífico e seguro", comentou a partir do seu iate ancorado no cais de pesca, acrescentando que esta era a sua primeira visita à América do Sul.
Maxim passou a quarentena no seu veleiro, mas visitou os mercados locais para se abastecer de alimentos. Durante estas viagens, teve oportunidade de falar com as pessoas da cidade mais austral do mundo, que descreve como muito acolhedoras e simpáticas: "As pessoas são fantásticas. Apesar da minha incapacidade de falar espanhol, muitos abordaram-me para oferecer ajuda", disse.

Há alguns dias, conseguiu finalmente embarcar num ferry para Punta Arenas e depois voar para Santiago, onde embarcou num voo charter especial organizado pela Embaixada Russa para o levar de volta a casa.

"Tenho saudades da minha família. Estão todos em casa. Mas esta tem sido uma óptima experiência. Voltarei em novembro ou dezembro para continuar a minha viagem. A geografia e as paisagens desta parte remota do mundo são incríveis", disse Maxim. E acrescentou: "Não há dúvida de que voltarei e fá-lo-ei com todo o gosto!" Enviou esta mensagem do Aeroporto Internacional de Santiago antes de regressar à Rússia.