Graças à sua riqueza cultural e histórica, o Chile possui atualmente seis locais que foram classificados como Património Mundial da UNESCO. No entanto, o país também tem outros sítios que possuem suficiente significado cultural para se juntarem a esta lista. Neste Dia do Património, propomos uma viagem pelos lugares que se candidatam ou foram nomeados para obter este reconhecimento internacional.
O centro histórico de Valparaíso, as igrejas de Chiloé ou o Parque Nacional Rapa Nui são alguns dos lugares que provavelmente vêm à mente quando se fala de sítios chilenos de incomparável riqueza cultural. Estes lugares, juntamente com a cidade mineira de Sewell, na região de O'Higgins; as salinas de Humberstone e Santa Laura, na região de Tarapacá; e o caminho inca Qhapaq Ñan, completam a lista dos seis sítios chilenos que atualmente são Património Mundial da UNESCO.
No entanto, esta lista poderá aumentar em breve. A razão? O Chile está atualmente a candidatar-se ou a nomear três sítios para serem acrescentados à lista para reconhecimento do seu estatuto de Património Mundial tangível ou intangível. Neste Dia do Património, mostramos-lhe quais são esses sítios.
1) Povoações da cultura Chinchorro

Em janeiro de 2020, o Ministério da Cultura, Artes e Património enviou à UNESCO a documentação de candidatura da Cultura Chinchorro a Património da Humanidade. Este foi um passo fundamental num processo que começou em 1998 e que visa acrescentar este tesouro arqueológico da Região de Arica e Parinacota à lista de sítios culturais protegidos por esta agência das Nações Unidas. O motivo pelo qual a Cultura Chinchorro foi declarada Património da Humanidade deve-se à importância da zona como testemunho único da existência de uma cultura que viveu há mais de 7 mil anos no norte do Chile. Em toda a área, foram preservados muitos exemplos de práticas de mumificação artificial, que são reconhecidas como as mais antigas do mundo até à data.
2) Cerâmica de Quinchamalí e Santa Cruz de Cuca

Em março deste ano, o Estado chileno, através do Ministério da Cultura, das Artes e do Património, enviou a documentação para solicitar a inclusão da Olaria de Quinchamalí e Santa Cruz de Cuca na Lista de Salvaguarda Urgente da UNESCO.
É a primeira vez que uma candidatura a esta lista se centra na representação do património cultural imaterial, o que permitirá qualificar a Olaria de Quinchamalí e de Santa Cruz de Cuca como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Beneficiaria, assim, do mesmo reconhecimento que os Bailes Chinos (irmandades de músicos dançarinos devotos da Virgem Maria) possuem no Chile.
3) Complexo mineiro de Lota

Em janeiro deste ano, o Ministério da Cultura inscreveu também o complexo mineiro da Lota na lista provisória para a atribuição do estatuto de Património Mundial da UNESCO. Este é o primeiro passo formal antes da candidatura oficial. A agência das Nações Unidas declarou que o complexo mineiro inclui componentes que foram concebidos e criados pelo homem. Isto demonstra a evolução da indústria, que foi fundamental para o desenvolvimento social, económico e cultural entre os séculos XIX e XX. O complexo é constituído pela Mina de Chiflón del Diablo, o Parque Isidora Cousiño, a Central Hidroelétrica de Chivilingo e o sector de Chambeque.
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