A principal feira de arte contemporânea do país reúne artistas, curadores, galeristas e colecionadores do Chile e de todo o mundo, consolidando-se como uma plataforma fundamental para a projeção internacional da arte chilena.
De 25 a 29 de março, no Metropolitan Santiago, terá lugar uma nova edição da Feira Internacional de Arte Contemporânea do Chile (Ch.ACO), que em 2026 completará 16 anos de existência. Nesta edição, a organização divulgou a lista de participantes e convidados internacionais, juntamente com o mapa da feira e a presença de museus estrangeiros que chegarão ao país com o objetivo de adquirir obras, reforçando assim a circulação global da arte produzida no Chile.
O evento reunirá mais de 250 artistas, diretores de museus, colecionadores e representantes do circuito cultural provenientes de 16 países, que participarão numa programação que inclui debates, performances, encontros profissionais e percursos curatoriais. A isto acrescenta-se uma oferta alargada de espaços e experiências — tais como zonas gastronómicas, lounge e atividades para diferentes públicos — que reforçam o caráter aberto e dinâmico do evento.
Entre os convidados destacam-se curadores e representantes de importantes instituições, como o Museu Solomon R. Guggenheim, o Museu de Arte de Saint Louis, o Museu de Arte de Denver e o Museu de Arte de Lima (MALI), que se deslocarão a Santiago para conhecer a oferta das galerias presentes na feira e avaliar a aquisição de obras para as suas coleções institucionais.
Elodie Fulton, fundadora e diretora da Ch.ACO, afirmou: «Ter 16 anos não é pouca coisa. Podemos falar de arte, de música, de moda e de muito mais. O Chile merece ter este tipo de eventos, tal como acontece nos principais países do mundo. Por isso, não estamos a inventar nada, mas sim a equiparar-nos e a demonstrar que a arte no país tem a qualidade necessária para despertar interesse internacional».

Devido ao seu caráter internacional, este evento contribui para posicionar o Chile como um país que reconhece a cultura como um ativo estratégico na sua projeção global. Nessa linha, a Marca Chile impulsiona iniciativas como o «Chile Território Cultural», uma plataforma que dá visibilidade à programação nacional e promove o acesso a este tipo de experiências, tanto para o público local como para quem visita o país.
A este respeito, o diretor de Alianças Estratégicas da Marca Chile, Víctor Palma, afirmou: «O Chile tem sido, historicamente, um território de cultura, com reconhecimentos de âmbito mundial que o comprovam. Nesse contexto, a Feira Ch.ACO, com a sua vasta trajetória, reforça a ideia de que o país está na vanguarda no domínio artístico, tem a capacidade de atrair a atenção dos principais intervenientes do setor e, ao mesmo tempo, impulsionar a carreira de diversos artistas ao consolidar-se como uma montra”
Por sua vez, o artista em destaque deste ano, Camilo Huinca (Onlyjoke), referiu: «Espaços como o Ch.ACO permitem que a arte contemporânea se encontre, circule e se conecte com novos públicos. Além disso, a presença de curadores e museus internacionais na feira abre oportunidades muito concretas para que o trabalho dos artistas apresentado pelas galerias possa chegar a coleções e circuitos fora do Chile».