Julio 13, 2024 #Chile Diverso

Dia Mundial do Rock: dez expoentes do Chile para o mundo

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Nesta nova comemoração deste género musical emblemático, recordamos algumas das referências mais marcantes do Chile, desde os pioneiros que abriram caminho até às novas promessas que estão a conquistar os palcos mundiais.

Tudo começou a 13 de julho de 1985, quando os gigantes do rock se juntaram para o icónico "Live Aid". Este mega evento de caridade, que teve lugar simultaneamente em Londres, Filadélfia, Sydney e Moscovo, não só fez história, como também imortalizou esta data como o Dia Internacional do Rock. 

Nesta nova comemoração, destacamos alguns dos expoentes nacionais que não só triunfaram internacionalmente, mas também transcenderam o tempo e deixaram sua marca no rock chileno.

Los Jaivas: Com 60 anos de experiência e um estilo caracterizado pela fusão do rock com instrumentos e ritmos folclóricos andinos, esta banda é uma referência no género nacional, não só por ser uma das primeiras do género no país, mas também por se ter tornado uma das mais influentes da América Latina. 

Ao longo da sua carreira musical, tocaram em diferentes partes do mundo, bem como em cenários naturais como Machu Picchu, Antárctica e Ilha da Páscoa. 

Tom Araya: Vocalista e baixista da banda de thrash metal "Slayer", é reconhecido como um dos maiores expoentes chilenos desta vertente do rock. Natural de Viña del Mar e a viver nos Estados Unidos desde os cinco anos de idade, Araya deixou o seu trabalho como paramédico para se dedicar à música, numa carreira que desde 1980 incluiu mais de 14 álbuns e colaborações com Alice in Chains, Black Flag, entre outros.

Los Tres: Classificada como a banda-símbolo do rock chileno nos anos 90, o seu sucesso internacional veio após o lançamento do álbum "Los Tres MTV Unplugged", um recorde latino-americano com vendas de disco de platina quádruplo. Separados desde 2000, a banda fez vários regressos e este ano, 2024, com a sua formação original, fizeram a digressão "Revuelta".

4 - La Ley: Entraram em cena no final dos anos oitenta com uma proposta de rock com influências de pop e new wave. O seu álbum "Doble Opuesto", alcançou popularidade no México e nos Estados Unidos. Depois de recuperarem da morte súbita do seu fundador, Andrés Bobe, os La Ley continuaram a ter sucesso para além das suas fronteiras, sendo coroados em 2021 com um Grammy para Melhor Álbum de Rock Latino/Alternativo, pelo seu álbum "Uno". 

5.- Lucybell: Esta banda de rock alternativo dos anos 90 ganhou reconhecimento rapidamente com os seus dois primeiros álbuns "Peces" e "Viajar". Nos anos 2000, decidiram estabelecer-se em Los Angeles (EUA) para internacionalizar a sua carreira, lançando "Lúmina", um álbum que foi ouro no Chile e no México. 

Los Bunkers: São reconhecidos por "chilenizar" o rock clássico com uma fusão de folclore e o estilo anglo-saxónico dos Beatles. Com grande reconhecimento em todo o mundo, já realizaram mais de 300 espectáculos no Chile, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, México e Estados Unidos. 

Depois de uma pausa, em 2023 voltaram aos palcos com a digressão "Ven Aquí", que registou mais de um milhão de presenças em todo o mundo, tornando-se o regresso mais bem sucedido de uma banda chilena.

Los Prisioneros: com letras cheias de crítica social, este grupo entrou em cena em meados dos anos 80, ultrapassando rapidamente as fronteiras. A sua canção "Tren al Sur" é, de acordo com a revista Billboard, "uma das 25 obras-primas do rock em espanhol" e o álbum "Corazones" ficou em 23º lugar na tabela de álbuns de rock latino-americano da Rolling Stone. 

O videoclipe de "Somos roqueiros sul-americanos" foi a faixa de abertura da MTV América Latina e, embora tenham se separado há mais de duas décadas, até hoje têm 3,8 milhões de ouvintes mensais no Spotify.

Crisálida: Em atividade desde 1997, esta banda de rock progressivo, liderada por Cinthia Santibáñez, tem uma proposta que funde temas relacionados com as paisagens, a conservação da natureza e as culturas nativas do Chile. Já actuaram em palcos mundiais e abriram para referências do rock como Deep Purple, Asia, The Gathering, Anathema, entre outros.

Mon Laferte: saiu de um concurso de talentos televisivo e tornou-se uma das vozes mais reconhecidas no estrangeiro nos últimos anos. Das baladas aos boleros, valsas peruanas, cumbia e salsa, foi o pop rock que lhe abriu caminho no exigente mercado mexicano, onde chegou a ser vocalista da banda de heavy metal "Mystica Girls".

Com quinze prémios Grammy Latino, é a cantora e compositora chilena mais vendida da era digital e a que tem mais reproduções no Spotify com o seu single "Tu Falta de querer". 

Frank's White Canvas: No meio de uma cena musical dominada pelo género urbano, as chilenas Karin Aguilera e Francisca Torés apostaram no rock alternativo em inglês, actuando com sucesso nos Estados Unidos e na Europa, tendo aberto para grupos emblemáticos como Guns and Roses, KISS e Maneskin. 

O seu segundo álbum de estúdio"My Life, My Canvas" (2020), produzido pelo francês Dimitri Tikovoir, valeu-lhes o reconhecimento de "Artista Rock do Ano" nos Prémios Pulsar 2021, "Melhor Álbum Rock 2020" na Rádio Futuro e "Álbum do Ano" no iRock.